O IPv6 é o sucessor do IPv4. Ele foi desenvolvido ao longo da última década com essa finalidade. Hoje ele é um protocolo maduro, com algumas vantagens em relação ao IPv4, e suportado pelos principais equipamentos e programas de computador. Sua implantação na Internet já está em andamento.
Prevê-se que ambos, IPv4 e IPv6, funcionem lado a lado na Internet por algum tempo. Mas, a médio ou longo prazo, o IPv6 substituirá o IPv4.
O IPv6 é necessário porque os endereços livres no IPv4 estão se acabando. Eles esgotaram-se na IANA, que é o estoque central, em 2011. A IANA redistribui os números para entidades regionais, que por sua vez, fazem o mesmo para entidades nacionais, ou os designam diretamente para usuários finais.
O IPv4 e o IPv6 não são diretamente compatíveis entre si. O IPv6 não foi projetado para ser uma extensão, ou complemento, do IPv4, mas sim, um substituto que resolve o problema do esgotamento de endereços. Embora não interoperem, ambos os protocolos podem funcionar simultaneamente nos mesmos equipamentos e com base nisto a transição foi pensada para ser feita de forma gradual.
Os endereços no IPv4 são representados internamente nos computadores com números de 32 bits. Isso significa que há um total de 4.294.967.296 endereços possíveis. Alguns desses endereços não estão efetivamente disponíveis, porque têm usos especiais. É o caso do bloco de endereços reservado para multicast (um tipo especial de roteamento de pacotes utilizado em algumas aplicações), ou ainda dos blocos reservados para os endereços privados.
No IPv6, os endereços são representados por números de 128 bits. Isso significa que há340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 endereços, o que representa cerca de 79 trilhões de trilhões de vezes o espaço disponível no IPv4. Esse número equivale a cerca de 5,6 x 10^28 (5,6 vezes 10 elevado a 28) endereços IP por ser humano, ou ainda, aproximadamente, 66.557.079.334.886.694.389 de endereços por centímetro quadrado na superfície da Terra.
Metade dos 128 bits, no entanto, está reservada para endereços locais numa mesma rede. Isso significa que somente 18.446.744.073.709.551.616 redes diferentes são possíveis.
Cabeçalho IPv6
Formato do Pacote
O ICMPv6 possui um cabeçalho de estrutura simples, baseado em quatro campos básicos:
- O campo Type de 8 bits: especifica o tipo da mensagem e assim determina o formato do corpo da mensagem (campo Data). Um exemplo de seu uso é o valor 2 que representa uma mensagem “Packet Too Big”.
- O campo Code de 8 bits: apresenta algumas informações adicionais sobre o motivo da mensagem. Um exemplo de seu uso seria para indicar a razão da falha de conexão entre dois dispositivos, numa mensagem “Destination Unreachable”. Neste caso o valor 0 representaria que não há rota para o destino.
- O campo Checksum de 16 bits: é utilizado para detectar dados corrompidos no cabeçalho ICMPv6 e em parte do cabeçalho IPv6.
- O campo Data: mostra as informações relativas ao tipo da mensagem, podendo ser desde diagnósticos de rede até erros. Seu tamanho é variável de acordo com a mensagem, desde que não exceda o tamanho de MTU mínimo do IPv6 (1280 bits).
Migração ou Implantação
Fala-se normalmente de implantação do IPv6, e não de migração. Na verdade, a médio ou longo prazo temos realmente uma migração. Mas a curto prazo, temos a implantação do IPv6 e de técnicas de transição. Evita-se usar a expressão migração para evitar confusão no curto prazo. Não se vislumbra no curto prazo a desativação do IPv4.
O termo técnico utilizado para a nova situação da Internet e das redes em geral é dual-stack. IPv6 e IPv4 funcionarão em conjunto certamente por alguns anos, talvez por muitos, antes do IPv4 ser desativado.
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